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2006 - Tejo Energia |Legal Disclamer



Introdução


As crises petrolíferas de 1973 e 1979 foram particularmente sentidas em Portugal, dada a dependência do exterior no que respeita ao abastecimento de energia primária, nomeadamente no que se refere ao petróleo e seus derivados. Foi neste contexto que a, então Electricidade de Portugal, EDP - EP, entendeu alterar a sua estratégia de expansão do parque termoeléctrico, tomando a resolução de construir centrais destinadas a queimar carvão importado. Por um lado, pretendeu-se ir ao encontro da opção mais interessante em termos económicos, face à exorbitante subida dos preços do petróleo e, por outro, investiu-se no aumento das garantias de abastecimento de energias primárias através da sua diversificação.

Com a entrada em serviço, em 1989, do 4º Grupo da Central Termoeléctrica de Sines, o sistema electroprodutor nacional ficou dotado de 3500 MW instalados em centrais termoeléctricas, cuja contribuição para os consumos era de cerca de 50 % em anos de hidraulicidade média, podendo assegurar um percentagem superior a 60 % em anos muito secos.

Considerando-se uma taxa anual de crescimento dos consumos de energia eléctrica de 5 %, os importantes acréscimos previstos para a década de noventa (da ordem dos 900 a 1300 MWh/ano em 1990 e entre 1300 a 1900 MWh/ano no final do Século) só poderiam ser cabalmente satisfeitos com o recurso a centrais termoeléctricas de base, daí a necessidade de se proceder à instalação de mais 1200 MW em sistemas electroprodutores de origem térmica.

A Central Termoeléctrica do Pego, inserida nesta estratégia, reforçou o sistema electroprodutor nacional com uma capacidade de 628 MW.

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